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Cirurgia plástica pós-gestação: o corpo muda e o planejamento é além da estética

Da diástase às mudanças nas mamas, especialistas defendem que a cirurgia depois da maternidade não deve buscar simplesmente “apagar” as marcas da gestação, mas compreender o novo corpo e definir, com segurança, o que realmente pode e deve ser transformado


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Da diástase às mudanças nas mamas, especialistas defendem que a cirurgia depois da maternidade não deve buscar simplesmente “apagar” as marcas da gestação, mas compreender o novo corpo e definir, com segurança, o que realmente pode e deve ser transformado

A maternidade transforma. E, muitas vezes, transforma também a relação da mulher com o próprio corpo. Durante a gestação, o abdômen se expande, a pele é submetida a grande distensão, os músculos da parede abdominal podem se afastar e as mamas passam por alterações importantes de volume, forma e sustentação. Depois do parto e da amamentação, parte dessas mudanças pode permanecer mesmo com a retomada da alimentação equilibrada, dos exercícios físicos e da perda de peso.

É nesse momento que algumas mulheres começam a considerar a cirurgia plástica pós-gestação, não necessariamente para recuperar o corpo que tinham antes dos filhos, mas para tratar alterações que permaneceram e reconstruir uma relação mais confortável com a própria imagem. O chamado “mommy makeover” ganhou espaço justamente nesse contexto. O termo não define uma cirurgia única, mas uma estratégia individualizada que pode reunir procedimentos para abdômen, mamas e contorno corporal, de acordo com a anatomia, o histórico clínico e os objetivos de cada paciente. A American Society of Plastic Surgeons (ASPS) descreve a abordagem como personalizada e destaca entre os procedimentos possíveis a abdominoplastia, cirurgias mamárias e lipoaspiração.

O corpo depois da gravidez não é apenas uma questão de peso

Um dos principais equívocos sobre o pós-gestação é imaginar que dieta e exercício necessariamente serão capazes de devolver todas as características corporais anteriores à gravidez. Nem sempre. A gestação pode provocar excesso de pele, estrias, flacidez abdominal e alterações da musculatura, incluindo a chamada diástase dos músculos retos abdominais. Nas mamas, gravidez e amamentação podem provocar perda de volume, queda e mudanças no formato. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a diástase pode ocorrer em razão do alongamento da musculatura abdominal provocado pela expansão do útero durante a gravidez, enquanto a abdominoplastia pode ser considerada em casos de excesso de pele e necessidade de abordagem da parede abdominal.

Para o cirurgião plástico Dr. Seung Hoon Lee (CRM-SP 174914 | RQE 59954), o primeiro passo é abandonar a ideia de que existe um único padrão de corpo pós-maternidade.

“A cirurgia plástica pós-gestação não deve ser encarada como uma tentativa de apagar as marcas da maternidade. O objetivo é avaliar quais alterações permaneceram, entender o que realmente incomoda aquela mulher e, a partir daí, construir um planejamento individualizado, seguro e compatível com a anatomia dela.”

A perspectiva acompanha uma mudança importante no próprio discurso internacional sobre o chamado mommy makeover. Em publicação de 2026, a ASPS reforça que a expressão não deve ser interpretada como uma fórmula pronta e que os procedimentos precisam ser definidos de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

Abdômen e mamas estão entre as principais queixas

O abdômen costuma concentrar algumas das alterações mais evidentes depois da gestação. Quando há excesso de pele e flacidez, a abdominoplastia pode ser indicada para retirar o tecido excedente e melhorar o contorno abdominal, podendo também envolver a correção da musculatura quando existe afastamento dos músculos. Já a lipoaspiração tem outra finalidade: tratar depósitos localizados de gordura e auxiliar no desenho do contorno corporal. Ela não substitui a perda de peso e tampouco corrige, isoladamente, o excesso significativo de pele. Nas mamas, o cenário também varia bastante. Algumas mulheres apresentam perda de volume; outras, queda; algumas apresentam ambas as alterações. Por isso, a avaliação pode indicar procedimentos como mastopexia, aumento mamário, redução mamária ou associação de técnicas, dependendo da anatomia e do resultado pretendido. A ASPS ressalta que gravidez e amamentação podem alterar volume e sustentação das mamas e que a abordagem deve ser individualizada.

A pergunta mais importante talvez não seja “qual cirurgia?”, mas “quando?”

Depois da gestação, existe uma tendência de querer resolver rapidamente aquilo que incomoda no espelho. Mas, em cirurgia plástica, pressa e planejamento são conceitos incompatíveis. O organismo continua passando por mudanças depois do parto. Por isso, referências recentes da ASPS destacam a importância de esperar a recuperação física, a estabilização do peso e, no caso das cirurgias mamárias, o encerramento da amamentação e a estabilização das alterações das mamas. A própria entidade observa que não existe um prazo universal para todas as pacientes.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também recomenda que cirurgias mamárias após a amamentação sejam avaliadas somente depois de um período de estabilização; em publicação da entidade, a referência apresentada é de pelo menos seis meses após o término da amamentação. Para Seung Lee, o planejamento deve começar antes mesmo de definir o procedimento.

“Não existe um calendário universal para a cirurgia pós-gestação. O momento adequado depende de fatores como recuperação do organismo, estabilidade do peso, término da amamentação, condições clínicas e, principalmente, do planejamento familiar da paciente. A decisão precisa ser individualizada.”

Outro fator precisa entrar nessa conversa: a possibilidade de uma nova gravidez.

Uma futura gestação pode modificar novamente o abdômen e as mamas e interferir no resultado de uma cirurgia anterior. Por isso, o desejo de ter mais filhos precisa fazer parte da avaliação antes da decisão cirúrgica.

Um mercado que cresce, mas exige ainda mais responsabilidade

O interesse pelo contorno corporal depois da maternidade acontece em um país que permanece entre os maiores mercados de cirurgia plástica do mundo. Segundo o Global Survey 2025 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgado em setembro de 2026, o Brasil registrou aproximadamente 3,2 milhões de procedimentos estéticos em 2025, dos quais cerca de 2,3 milhões foram cirúrgicos, colocando o país na liderança mundial em número de procedimentos cirúrgicos realizados por cirurgiões plásticos.

O mesmo levantamento mostra que procedimentos como aumento mamário, lipoaspiração, lifting das mamas e abdominoplastia permanecem entre as cirurgias estéticas de maior volume globalmente. Os números ajudam a dimensionar o mercado, mas também reforçam uma responsabilidade: quanto maior o interesse, maior precisa ser a qualidade da informação oferecida às pacientes.

A cirurgia plástica pós-gestação não deveria ser apresentada como uma corrida para recuperar um corpo anterior. Deveria ser compreendida como uma decisão médica que começa pelo diagnóstico, passa pela expectativa realista e chega ao planejamento cirúrgico.

Depois dos filhos, uma nova relação com o próprio corpo

Existe ainda uma dimensão que não aparece em exames de imagem, mas que faz parte da consulta: a relação da mulher com o próprio corpo. Para algumas pacientes, a mudança está diretamente ligada à autoestima. Para outras, à dificuldade de vestir determinadas roupas, ao desconforto com o excesso de pele ou à sensação de não reconhecer mais o próprio contorno corporal. Nenhuma dessas motivações, isoladamente, determina a indicação de uma cirurgia. Mas todas podem e devem ser ouvidas. A ISAPS reconhece que as motivações para procedimentos estéticos podem envolver fatores cosméticos, emocionais, sociais, profissionais e físicos e ressalta que essas motivações variam de acordo com cada paciente e procedimento.

Para Seung Lee, ouvir a paciente é parte essencial do planejamento.

“A paciente precisa conseguir explicar o que a incomoda e o que espera transformar. Nosso papel como cirurgiões é traduzir esse desejo para a realidade anatômica e médica daquela pessoa. Nem sempre aquilo que a paciente imagina ser necessário é o procedimento mais adequado para ela.”

No fim, talvez essa seja a principal mudança de perspectiva. A cirurgia plástica pós-gestação não precisa buscar a mulher que existia antes da maternidade. Ela pode ajudar a mulher a compreender e transformar, com segurança e individualidade, o corpo que existe depois dela.

Porque maternidade não é algo que se apaga. E cirurgia plástica de excelência também não deveria tentar apagar, deveria respeitar, reconstruir e valorizar a mulher que existe hoje.

SOBRE O DR. SEUNG LEE

O Dr. Seung Lee é cirurgião plástico com atuação em São Paulo e trajetória marcada por sólida formação médica, especialização e constante atualização técnica. Formado em Medicina pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Federal de Ipanema e residência em Cirurgia Plástica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao longo de sua formação, realizou estágio/aperfeiçoamento em cirurgia plástica estética na Coreia do Sul e treinamentos voltados ao contorno corporal e à Lipo HD. Ao longo de sua carreira, ampliou sua formação por meio de cursos, aperfeiçoamentos, congressos e treinamentos voltados à cirurgia estética e às técnicas contemporâneas da especialidade, com destaque para procedimentos de face, cirurgia mamária, contorno corporal e tecnologias associadas à evolução da cirurgia plástica. Sua expertise é pautada pela combinação entre conhecimento clínico e anatômico, precisão técnica, planejamento cirúrgico, protocolo de prevenção de ocorrências no pré, no durante e no pós cirúrgico, e seu olhar estético individualizado. Para o Dr. Seung Lee, cada procedimento deve considerar não apenas a transformação desejada pelo paciente, mas também suas características físicas, fisiológicas e suas expectativas. Sua visão é contemporânea frente à especialidade, a qual busca integrar ciência, tecnologia e experiência para desenvolver estratégias cirúrgicas personalizadas, valorizando resultados naturais, harmônicos e coerentes com a identidade de cada paciente.

CRM/SP 174914 | RQE 59954

SOBRE A SEUNG LEE CIRURGIA PLÁSTICA®

A Seung Lee Cirurgia Plástica® é uma clínica especializada em cirurgia plástica localizada em São Paulo, criada a partir da visão do Dr. Seung Lee de oferecer uma experiência diferenciada, baseada em excelência técnica, planejamento individualizado e atendimento personalizado, em um ambiente acolhedor e premium. Com uma proposta arrojada, a clínica atua em diferentes áreas da cirurgia plástica, reunindo procedimentos de face, cirurgia mamária e contorno corporal. Entre os tratamentos e procedimentos realizados estão abdominoplastia, cirurgias mamárias, cirurgias da face, lipo ultra HD e outras abordagens voltadas à transformação e harmonização corporal. A clínica também trabalha com protocolos e técnicas contemporâneas da cirurgia plástica, buscando incorporar conhecimento, inovação e evolução científica à experiência do paciente. Mais do que um espaço para realização de procedimentos, a Seung Lee Cirurgia Plástica foi concebida para oferecer uma jornada completa, que começa na avaliação e no planejamento individualizado e se estende ao acompanhamento durante todo o processo cirúrgico e pós-operatório. Com uma estrutura voltada à integração de diferentes áreas de cuidado, a clínica traduz um conceito de cirurgia plástica que combina tecnologia, precisão, sofisticação e atenção aos detalhes, colocando a individualidade do paciente no centro de cada experiência.

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