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João Aleixo mira 100 unidades com escola de tecnologia milionária

Após participação de destaque na 10ª temporada do programa Shark Tank Brasil, escola de tecnologia The Future School amplia presença nacional com meta ambiciosa


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Após participação de destaque na 10ª temporada do programa Shark Tank Brasil, escola de tecnologia The Future School amplia presença nacional com meta ambiciosa

O modelo educacional e de negócios da The Future School entra em uma nova fase de expansão nacional após oito anos de lapidação e aperfeiçoamento. Criada em 2018, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, pelo game designer João Aleixo, de 31 anos, a escola de tecnologia e robótica transformou a experiência acumulada ao longo desse período em um modelo de licenciamento da marca. A meta agora é chegar a 100 unidades nos próximos cinco anos.

A estratégia coloca a educação tecnológica no centro de um movimento de crescimento que combina formação para crianças e adolescentes, e um modelo de negócio pensado para novos parceiros. Em 2026, a The Future School estruturou dois formatos de operação, chamados Standard e Mega HUB, destinados a diferentes perfis de cidades.

A unidade Standard, indicada para municípios de pequeno e médio porte, parte de um investimento de R$ 210 mil e tem faturamento médio estimado em R$ 700 mil por ano. Já o modelo Mega HUB, pensado para capitais e cidades com mais de 300 mil habitantes, exige aporte inicial a partir de R$ 350 mil e projeta faturamento de até R$ 1,5 milhão anuais.

Os dois formatos trabalham com margem líquida estimada entre 25% e 35% e prazo de retorno do investimento entre 18 e 24 meses. Os contratos também preveem taxa única de licenciamento, de R$ 35 mil no modelo Standard e R$ 45 mil no Mega HUB, além de royalties de 6% sobre o faturamento mensal e fundo de marketing de 2%.

Por trás desses números está a escola que serviu de base para o desenvolvimento do modelo de expansão. Em São José do Rio Preto, a unidade fundadora faturou R$ 1,1 milhão em 2025 e projeta alcançar R$ 1,5 milhão em 2026. Se a projeção for confirmada, o avanço representará crescimento de aproximadamente 36,4% em relação ao ano anterior.

Segundo João Aleixo, a expansão ainda está em uma fase inicial e sendo realizada de maneira controlada. Com as novas unidades começando a operar em diferentes estados, o empresário destaca que o modelo de negócios da The Future School tem potencial para atingir o Brasil todo em poucos anos.

“Oferecemos um produto que as famílias estão precisando. As novas gerações estão perdidas em relação ao uso da tecnologia e as iniciativas que existiam no mercado não eram eficazes para direcionar esse interesse da maneira correta. A The Future School vem para o mercado com um modelo educacional que não só ensina tecnologia, mas desbloqueia no aluno a vontade de criar sua própria startup, apresentar seus projetos e participar de competições nacionais, utilizando o interesse por tecnologia para aprender habilidades reais que serão usadas em qualquer profissão que decidir seguir.”

O empresário destaca que o caminho até a expansão foi construído sem pressa. Durante oito anos, João Aleixo acompanhou de perto os resultados da unidade que deu origem à The Future School, aperfeiçoou a metodologia e amadureceu o modelo de negócio antes de levá-lo a outras cidades.

Depois desse período de testes e consolidação, segundo João, a empresa começou a preparar uma nova etapa de crescimento. Na ocasião, ele resumiu o momento vivido pela empresa. “Agora, finalmente, nos sentimos prontos para iniciar nossa expansão com responsabilidade, oferecemos um modelo de negócios que traz resultado financeiro sólido e um propósito claro na formação das novas gerações.”

A metodologia desenvolvida pela The Future School atende crianças e adolescentes de 5 a 17 anos e reúne diferentes áreas da tecnologia. Ao longo da formação, os alunos passam por cinco trilhas, que incluem temas como design de jogos, robótica, codificação de apps, inteligência artificial e criação de startups. Mais de 4.500 alunos já passaram pelo método desde a criação da escola.

João Aleixo informou ainda que a empresa também ampliou sua atuação para além das unidades próprias ou licenciadas. Atualmente, mantém um programa extracurricular em escolas particulares, entre elas Maple Bear e América Bilíngue, na cidade de São José do Rio Preto. A proposta leva o conteúdo de tecnologia para dentro do ambiente escolar e amplia o alcance da metodologia sem depender exclusivamente da abertura de novas unidades físicas.

A expansão acontece em um momento de crescimento do mercado de franquias no país. Segundo dados da Associação Brasileira de Franquias (ABF) citados pela empresa, o setor movimentou R$ 308,4 bilhões nos 12 meses analisados, com alta de 10,7%. Dentro desse mercado, o segmento de educação movimentou R$ 15,5 bilhões e reúne 242 redes e mais de 17 mil unidades.

É nesse cenário que a The Future School começa a ampliar sua presença no país por meio do licenciamento. A empresa já chegou a São José do Rio Preto (SP), Palmas (TO), Cuiabá (MT) e Joinville (SC), enquanto prepara a entrada em novas cidades por meio de parceiros licenciados.

A meta de alcançar 100 unidades nos próximos cinco anos representa um salto significativo para uma escola que, durante oito anos, concentrou sua atuação em uma única unidade, onde o modelo foi desenvolvido e testado antes de ganhar novos mercados.

Para João, a expansão representa um passo que vem depois de um longo período de construção. O desafio agora é levar para outras cidades uma metodologia desenvolvida e testada durante anos, mantendo o padrão da experiência oferecida aos alunos enquanto a operação ganha escala.

Mais do que abrir novas escolas, a The Future School entra em uma etapa em que educação e estratégia empresarial passam a caminhar juntas. O desempenho da unidade de São José do Rio Preto serve como referência para os novos formatos, enquanto a expansão para diferentes estados começa a mostrar a força do modelo.

Como resume João Aleixo, “o sucesso durante a inauguração da unidade de Palmas foi a prova de que o modelo funciona fora de casa, porque o ensino de tecnologia deixou de ser curso extra e virou formação básica na cabeça de quem busca preparar o filho para as oportunidades do futuro”.

Com uma metodologia testada ao longo de oito anos, a The Future School agora transforma sua experiência em um modelo de crescimento nacional e se consolida como a maior promessa do mercado educacional brasileiro.

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